15 de dezembro de 2010

Steampunk - Cyberpunk - Wizard - Mage

Uma coisa que adorei ler no romance cyberpunk SHADOWRUN foi saber que os magos daquele cenário não podem usar implantes cibernéticos. Segundo o contexto dos livros, a substituição de órgãos e membros por implantes sintéticos e/ou mecânicos não deve ser feita, pois a energia mágica, que é natural, não circula completa e harmoniosamente por um corpo "incompleto". Ou seja, é necessária toda uma integridade física, além da mental, para que a energia mágica(mana) acompanhe e se manifeste de maneira correta, ao comando de um mago ou feiticeiro.

Acho essa uma idéia super interessante, original e coesa, que pode ser usada em todos cenários de jogo onde a magia coexiste com tecnologias super avançadas de implantação artificial em organismos orgânicos.

Tenho trabalhado demais e tido acesso à internet de menos... Mais desenhos em breve, assim que eu conseguir!
Até mais, pessoal!

12 de novembro de 2010

Zumbis, zumbis! Oh, meu Deus!

Ainda me surpreendo ao perceber que, depois de tanto tempo, os nossos – nem tão – queridos amigos mortos-vivos voltaram à moda! Por que será? Como? Terá sido a super-exposição de Thriller, depois da morte de Michael Jackson?

Na verdade os zumbis nunca estiveram muito longe, sendo que, de variadas formas, em quase todos anos tivemos um jogo ou filme novo, dos quais podemos lembrar, em ordem + ou - cronológica: Resident Evil, House of the Dead, Left 4 Dead, O Extermínio¹, Eu Sou a Lenda¹, Prototype, Zombieland e por aí vai. Sei que esqueci de muitos... Mas recentemente uma história em quadrinhos chamada “Walking Dead” me surpreendeu bastante, me envolvendo de forma que só o “Resident Evil 3 - Nemesis” conseguiu antes nesse gênero. E eis que agora, aos poucos, a série baseada na HQ está sendo exibida na TV e eu não posso permitir que vocês não saibam disso!

Moral da história:
Assistam, gurizada! Desde o tempo em que os zumbis caminhavam lentamente e clamavam por “céééérebrooo...” não saía algo tão consistente e rico com zumbis no papel principal. “WalkingDead” aborda uma faceta da vida pós-zumbis-tomaram-tudo que você nunca viu antes de forma tão chocante, extensa e intensa.

Eu assino embaixo; acompanhe “WalkingDead” e permita trazer de volta à sua imaginação cotidiana todos aqueles pensamentos de auto-defesa para o caso de os zumbis invadirem tudo nesse exato instante! Heheheh

¹O Extermínio I e II”/“Eu Sou a Lenda” – Estes dois filmes mostram “zumbis” diferentes daqueles lerdos comedores de cérebro de antigamente. Em ambos os “zumbis” são pessoas contaminadas que não vão durar muito, mas que conservaram bem algumas de suas capacidades como audição e, principalmente, talento para corrida de 100 metros rasos. HehehehAinda não assistiu? Tenho pena de você...


O "desenho” é uma edição que fiz sobre uma foto que tirei da minha rua. Quando se fala em zumbis logo penso que, se isso acontecesse e eu conseguisse sobreviver, montaria um grupo de extermínio e, para o cumprimento dessa tarefa, um carrinho desses ia quebrar um baita galho. Heheheh

3 de novembro de 2010

Conde Lautércio Esníper da Lutécia

“Quando anunciam minha chegada nos lugares por onde ando as pessoas sempre ficam esperando um aristocrata gordo e covarde, em vestes de tecido fino, mas se espantam ao ver minha armadura. Acho isso uma indelicadeza da parte deles; por que um conde não pode liderar suas próprias tropas e caçar, ele mesmo, os seus inimigos!? Gosto disso. Acho nobre, aliás. Falta de nobreza é ficar só atrás de uma mesa comendo peru e cobrando impostos. Não tenho paciência para frivolidades...”

Conde Lautércio Esníper, da Lutécia.

Patrono e líder da infantaria de precisão do exército real

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“Uma bala vale mais que mil palavras; com mil palavras não se cunha uma bala!”

Conde Lautércio Esníper, da Lutécia.

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Hahah

Mais um desenho rápido para não deixar isso aqui muito parado; estou tentando voltar a desenhar personagens retrô à moda steampunk. Gosto dessa sobreposição de elementos clássicos com armas de fogo e equipamentos modernosos. De tempo em tempo, enquanto, distraídos, ajudamos a escrever a história, mal acreditamos quando algumas invenções tornam tudo que temos por “novo”, obsoleto... Este é o barato do retro-futurismo, nada se perde, tudo se soma!

25 de outubro de 2010

22 de outubro de 2010

Re-edições...

"Sei que isso é estranho, mas este caramujo é muito mais leve e confortável de usar do que uma mochila, portanto, compensa. A origem delas, é claro, não é tão bacana, mas elas passam por um rígido processo de limpeza... Se ela ainda cheirasse à Lesma Demoníaca, é óbvio que eu não a usaria. Sabe como é, aqueles bichos passam a vida lá embaixo, nas cavernas profundas, devorando tudo que se mexe e deixa de se mexer. É nojento... Mas, enfim, como eu já disse, ela é bastante confortável. E mais espaçosa do que parece, eu já ia esquecendo de dizer! Quer experimentar?"

Essa era a idéia inicial para este desenho; em vez de um elfo arqueiro, um humanóide de um planeta distante, onde tecnologia e magia - AINDA - convivem em harmonia. Abaixo o desenho do elfo, para efeitos de comparação. Heheheh


Este desenho também foi reeditado e ficou, diga-se de passagem, bem melhor nesta segunda edição. Quando o postei pela primeira vez ele não tinha um olho e era GRUUMSH, o senhor dos Orks em D&D. Aqui ele está como um demônio da escuridão ou qualquer coisa que você queira que seja.
Ah, é só um desenho, eu sou - aspirante a - ILUSTRADOR, não se assuste nem pense que eu adoro essas coisas... Volta e meia alguém faz pergunta idiota. ¬¬

12 de setembro de 2010

Joguem suas iniciativas! - D&D - RPG - Dungeons & Dragons


Ladrããão! Ladrão de Botas! Elfo caooolho!
"Tejemu Fuso era um elfo desgarrado que levava um estilo de vida muito diferente e distante do pregado pelas doutrinas élficas milenares. Um legítimo "vida boa", na verdade, com a excessão de que não roubava dos pobres, dadas suas raízes também humildes e sofridas, mas ganhava a vida cometendo furtos. Isso é inegável.

"Modéstia à parte", como diria o próprio Tejemu, ele era muito talentoso fazendo isso, e apesar de caolho, parecia ter o olhar observador de um falcão. E foi graças a esse talento que ele percebeu facilmente, naquele dia, a janela do segundo andar da sapataria balançando um pouco, semi-aberta, com a brisa da noite. Uma oportunidade inacreditável para um ladrão que, por coincidência, estava à procura de um par de botas.

Desta maneira, como diz o ditado: "a oportunidade faz o ladrão", e Tejemu, um legítimo ladino, não tardou em cair em tentação; foi logo se aproximando do estabelecimento e, depois de uma rápida olhada para os lados, começou a escalar a parede.

- A rua deserta e a janela aberta! Até rimou! Nunca houve tão oportuna ocasião! - Pensou ele, em voz alta, entusiasmado com seu excesso de sorte. E era mesmo muita sorte; o vilarejo, mesmo pequeno, localizado sobre uma rota comercial, geralmente era muito movimentado, mas o frio e a neve haviam afastado as pessoas da rua. Para facilitar ainda mais a situação, havia barris encostados na parede, e esta, era tão irregular que Tejemu a escalou com a mesma facilidade com que se sobe uma escada. E lá já estava ele, sobre o telhado, diante da janela entreaberta.

Agora, buscando se tornar menos visível para quem pudesse vir pela rua, ele subiu o declive do telhado, bem devagar, evitando escorregar na neve, e se agachou à sombra da parede. Em seguida, concentrando-se para realizar um passo importante, encostou a cabeça bem próximo à janela e ficou em silêncio, tentando ouvir qualquer som ou conversa que pudesse estar vindo do interior da construção. E não ouviu nada; nem ronco, nem conversa, apenas um murmurinho de pechincha, que sabia vir do andar de baixo, onde ficava a loja.

Então, mais tranquilo e confiante, Tejemu respirou fundo, abriu as abas da janela e saltou para dentro, aterrisando com a graciosidade de um dançarino elfo, como quem se ajoelha, ao fim da dança, aos pés de sua cortesã. Isso, é claro, fazendo tanto barulho que ainda se poderia ouvir um camundongo dormindo dentro de uma das milhares de botas que agora ele via à sua frente. Muitas botas, todas amontoadas em uma enorme pilha contra a parede. Botas de todos tipos de sola, de couros e ornamentos. Algumas até com canos encrustrados com pedras brilhantes, mas não era uma dessas que Tejemu procurava. E, por sinal, ainda lhe faltava procurar!

Mas antes de começar, ele se levantou bem devagar, aguardando seus olhos se adaptarem à escuridão, e ficou imóvel por alguns instantes, conferindo se os sons que ouvira antes realmente estavam longe o bastante para não lhe oferecer qualquer perigo. Confirmadas suas expectativas, ele sorriu, feliz por estar sozinho, limpou a neve acumulada em suas roupas e caminhou em direção às botas. Diante delas, bastante alegre com a temperatura amena do interior aquecido do prédio, começou sua minuciosa procura; enfiou-se no meio da pilha e arredava com os pés as botas que não lhe serviam. E assim se passaram 6 minutos, que Tejemu provavelmente não percebeu, a não ser pelo cansaço que a procura já estava lhe causando.

- Não é possível! - exclamou ele, em voz baixa - Tem que haver uma bota extra-grande em algum lugar por aqui! Tem tantas! Como pode uma espelunca dessas vender botas e não tê-las em todos os tamanhos? - continuou ele, se exclamando, começando a ficar nervoso com a situação. E, de fato, muitas botas passaram por suas mãos. E depois outras e outras... Naquela pilha, realmente parecia ser mais fácil encontrar um dragão do que qualquer bota extra-grande, por mais grotesca ou mal feita que fosse. Foi então que, antes de terminar de verificá-las, Tejemu percebeu, na outra extremidade da sala, uma discreta porta de madeira que resolveu investigar: - Vai que eles guardam as botas maiores em uma sala separada. - pensou ele - Vale a pena dar uma olhada! - concluiu, abrindo a porta com um sorriso no rosto. Um sorriso que se desfez em seguida, à medida que o mal cheiro vindo da pequena peça escura denunciou o que havia no seu interior; uma pilha de botas sujas e gastas:
- Botas velhas... Botas velhas e chulé. Onde foi parar a sorte que estava comigo agora há pouco? - exclamou ele, cabisbaixo, esfregando a mão no rosto, de cima para baixo, fazendo o tapa-olho desprender-se acidentalmente. - Agora essa! - pensou Tejemu, agachando-se sem ânimo para procurá-lo no chão em meio às botas mal cheirosas.
- Quer saber!? Desisto! Vou fazer a volta e tentar comprar a maldita bota! - disse ele, num resmungo em tom cada vez mais baixo que terminou com um sorriso de surpresa surgindo em seu rosto. Em seguida, com o olho brilhando, ele ergueu do chão uma bota enorme, e de tanta felicidade, nem percebeu ser aquela a indubitável fonte de mal cheiro de todo o lugar.
- Com chulé ou não, esta é a bota perfeita. Com certeza! - disse Tejemu, sorridente, lembrando do "pisante" que havia prometido ao seu amigo Dalilo. - E um pouco de chulé não há de afugentar um meio-ork beberrão... - ponderou ele, realizado, enquanto já caminhava em direção à sua "rota de fuga".

Já na janela, preparando-se para "largar fora", Tejemu recolocou com calma o seu tapa-olho, dando um nó firme, e observou bem o movimento na rua. Depois, certo de que não havia ninguém à vista, projetou seu corpo para fora e jogou as botas no telhado, fazendo-as deslizar propositalmente pela neve que cobria as telhas. Uma espécie de contagem regressiva.

As botas deslizaram devagar, como planejado, e depois de repousarem na borda, por um pequeno instante, caíram do telhado chocando-se com leveza na neve macia depositada no chão da rua. Neste mesmo segundo, pode-se ouvir agora o elfo, saltando da janela e deslizando de pé sobre as telhas, com extrema rapidez.

Na extremidade do telhado, evitando uma violenta queda direta ao chão, Tejemu girou o corpo e se agarrou na placa da sapataria com um sorriso múltiplo de orgulho e divertimento estampado no rosto. Depois, no ápice de sua felicidade, soltou-se dali e caiu sobre as botas, agachando-se rápido ao alcançar o chão, reduzindo ao máximo o som e o impacto de sua queda. Sentia-se o elfo mais furtivo de todos, abençoado pela sorte e por Olidammara.


Mas, apesar de todo esforço e considerável êxito, a sorte de Tejemu o traiu no instante seguinte; ao virar-se de costas para deixar o local, já com as botas em mãos, Tejemu foi surpreendido por dois guardas da cidade. Os dois estavam de pé diante dele, baforando quente no frio intenso, e vestindo armaduras cinzentas cobertas por peludas capas de couro. Surpreso, Tejemu aguardou a reação deles sem se pronunciar.

Os dois guardas, também surpresos, olharam-se um ao outro e, tentando intimidar Tejemu, ameaçaram sacar suas espadas e deram voz de prisão: - Não se mecha, elfo, ou partimos você ao meio! Vimos você deslizando pelo telhado. Você está encrencado!

Neste momento, muito nervoso, Tejemu só conseguia pensar na lâmina fria das espadas cortando a sua carne. Estava completamente pálido, sem reação, vendo seus 140 anos de vida passarem diante dos seus olhos. Mas, como um gatilho, o som amedrontador do metal das espadas roçando a bainha moveu Tejemu, que por impulso, disparou em alta velocidade deixando os dois guardas para trás.

Nesta noite, coisas piores aconteceram naquele vilarejo, coisas bem mais sérias que um mero roubo de botas. Mas o que todos sabem é que, a certa hora da noite, todos os guardas varreram as ruas gritando:
- Ladrããããão! Ladrão de botas! Elfo caooolho!"


Conto inspirado em campanha de RPG - Dungeons & Dragons.


Esse desenho é a representação de um cenário que narrei para o meu grupo atual de Dungeons and Dragons 3.5. A ruela que aparece na imagem é da cidade de BARBACENA, a qual esquecemos o nome, durante o jogo, e que acabou, por fim, sendo rebatizada pelos jogadores como "Little Village". Um nome, digamos, menos difícil de esquecer, assim como 'Smallville' e por aí vai... hahahahahahah

Tejemu Fuso é um dos personagens dessa campanha. Um elfo com um passado obscuro, que vivia do roubo, mas que esta tendo sua vida mudada pela convivência com o bondoso e justo 'Dalilo', seu novo amigo meio-ork que, junto com ele, vem passando por uma série de eventos traumáticos...

Fica a homenagem à todos que estão participando desta que é, com certeza, uma das melhores campanhas de D&D que já joguei.

Abraço a todos, até mais!

Olidammara bless!

26 de agosto de 2010

Grummsh, o deus dos Orks - Retrato

"[...]
- Então, derrotado, Gruumsh pressionou sua mão contra o rosto, gritando de ódio com toda sua força divina. Na verdade, nada que pudesse reverter o ocorrido ou fazer com que o seu sangue vermelho escuro parasse de jorrar por entre seus dedos, mas ele estava caolho e seu arquinimigo, Corellon Larethian, deixava o campo de batalha limpando sua lâmina com orgulho, privando-o do revanche ou do golpe de misericórdia...
- Um golpe de “compaixão”, presumo, mas ainda assim, brutal, meu amigo. Corellon estava certo! Nem mesmo Gruumsh merecia uma morte dessas...
- Ora, ora! Lá vem o taverneiro elfo defendendo o seu deus piedoso...
- Chega por hoje, Banglabash, você já bebeu demais e todos já estão saturados dos seus contos sensacionalistas. Volte noutro dia, quando tiver descoberto que tipo de bebida fez sua mãe cair no papo daquele monstro que você já chamou de pai.
- Krusk “é” meu pai! E eu sou, orgulhosamente, filho de um meio-ork, sim!
- Filho de chocadeira que você não é, seu tolo. Mas falando sério, obrigado por evitar aquelas duas brigas; a taverna estava realmente movimentada hoje! Pegue mais essa garrafa, para a viagem, mas tente não chegar tarde de novo; amanhã o dia promete!
- Valeu, orelhudo! Pode deixar comigo, se cuida aí. Até amanhã!
- Até!”

Conto inspirado na mitologia e personagens do RPG "Dungeons & Dragons".

A imagem que vocês vêem acima é o meu último desenho; um retrato de GRUUMSH(grum-chi), o deus dos ORKS. Concordo que ele tenha ficado bastante diferente do conceito visual de “ork” que nós conhecemos, mas acredito que um “deus” como ele não criaria os seus filhos a sua imagem e semelhança e, na verdade, eu o fiz assim por que gosto desse visual “orelha para fora”. Acho mais agressivo, enfim...
O diálogo-conto acima é inspirado no meio-ork “Dalilo”, um personagem da campanha de D&D 3.5 que estou narrando. Esse jogo, aliás, está me rendendo bons frutos! Já tenho outra ilustração do jogo guardada, mas ainda não encontrei tempo para postar. Assim que for possível, ela estará aqui.
Ah! O 'Dalilo' é um meio-ork órfão que recebia bebidas por manter a paz na taverna onde trabalhava. A Taverna já não existe mais e, no momento, ele leva a cabo uma viagem/missão para curar seus mais novos – e únicos – amigos: “Tejemu Fuso” e “Diácomo, o mendigo”, respectivamente, um elfo caolho e um humano que perdeu a língua em encrenca... Pelor bless!
...

Até mais, pessoal!

1 de agosto de 2010

Promoção! - Como é/era o seu personagem de RPG favorito? Participe e ganhe um "concept art" dele!

"A cada corte, vou brindar à sua vida!"

"Por que funda é arma de gente fraca!"

(Enquanto me adapto à nova rotina em Pelotas, os desenhos estão visivelmente mais escassos e "pobres", mas é o que ando conseguindo fazer com o tempo e energia que me sobram...)

Neste post estão dois desenhos que fiz de acordo com as descrições que enviaram, participando daquela antiga promoção de concept art, que tem validade enquanto eu durar! Participe! hahahuahah

Em ordem os desenhos são:
Dronah - Um "Guerreiro da Névoa", da "Guilda do Falcão", que o André Santos me descreveu. O personagem é um humano multiclasse: guerreiro e bárbaro. Dronah tem uma espada mágica que drena 1 "Ponto de Vida" de cada vítima que ele atacar com sucesso; o PV vai para ele! Eu que não queria encontrar um desses por aí...

Zokkar - Um Meio-Ork bárbaro de 1° nível com o talento "Acuidade com Arma: Pedras". Um legítimo lançador; de lanças e de pedras!
Detalhe importante que o Luís me disse: Zokkar junta as pedras do chão quando se aproxima de algum lugar hostil... Não carrega sua munição por todo o caminho! Fiz o desenho seguindo as detalhadas descrições que ele me enviou, espero que goste.


Como participar da promoção? Para concorrer a um concept art, deixe a descrição do seu personagem favorito aqui no blog, em forma de comentário, descrevendo o maior número possível de detalhes dele(raça, classe, armas, equipamentos, cor dos cabelos, pele, etc).
No fim do comentário, não se esqueça de assinar e de deixar contato!

Até mais, obrigado por participar!
Apresentarei algo melhor na próxima!

1 de julho de 2010

Troco um desenho qualquer por um MP4! Alguém se prontifica?




É sério; pode até ser um MP4 velho, desde que ainda funcione! E você pode escolher o desenho! Pode ser um desenho de personagem, mapa de cenário, sei lá. Preciso muito ouvir música enquanto viajo(de cidade em cidade, NO DRUGS)!
hahauahauahauahau

Este é um teste de edição de HQ em "COREL DRAW X3", usando uma antiga e boba idéia de tirinha que tive há algum tempo. Sobre o programa, é super funcional pra esse tipo de coisa; você pode dispor os requadros na posição que planejou e depois encaixar os desenhos dentro deles, com a ferramenta POWERCLIP. Funciona que é uma beleza! O Photoshop também disponibiliza algumas ferramentas para esse tipo de trabalho, mas o COREL tem mais "barbadas" para os quadrinistas mais pacientes e estudiosos, que estão dispostos a aprender mais fuçando e testando novas maneiras e métodos de fazer os seus trabalhos. Fuça daqui, fuça de lá, o acaso também nos ensina!

A explosão que aparece na quarta página eu fiz em Photoshop e a foto utilizada na primeira e na última eu fiz do auto do prédio da antiga fábrica de massas e biscoitos COTADA SA, localizada na região do porto, na cidade de Pelotas. A pasta de músicas foi criada especificamente para este fim e só possui sons que eu considero de nível 'ÓTIMO' a 'EXCELENTE'. Recomendo, inclusive, que façam download da maioria delas. Todas tem letras e/ou melodias excelentes! hahauahauahauaha

Até mais, pessoal, follow me!

23 de junho de 2010

Arma exótica para D&D: "VUVUZELA INFERNAL"

Nome: "Vuvuzela Infernal" ou "Orkzela"

Porte: Arma de uma mão.

Preço: 1 PP

Dano (Pequeno): 1d4 Dano (médio): 1d6

Decisivo: x3

Incremento de distância: 20m (+10m a favor do vento e -10m contra).

Peso: 0,5 kg

Tipo: Atordoante


Ataque especial: "Estoura tímpanos"(Rölajabulaní, em élfico); deixa o inimigo "surdo" por 1d4 semanas, mais 2 semanas com penalidades respectivas de -4 e -2 na perícia "Ouvir".


Origem: Acredita-se que as "Vuvuzelas Infernais", ou "Orkzelas", como comumente são chamadas, tenham sido criadas pelos anões, como um equipamento de comunicação de guerra, mas adaptadas e encantadas pelos orks para servirem como uma arma. Entretanto, não se sabe exatamente onde os Orks tiveram contato com esse equipamento. Alguns creem que eles devem ter conhecido as vuvuzelas em combate, mas os anões negam veementemente: "- Nunca deixamos um ork escapar vivo de uma batalha!".


Regras de combate com vuvuzela:

A jogada de ataque com "Vuvuzela Infernal" é um teste de CONSTITUIÇÃO, devido ao sopro, feito contra um teste de FORTITUDE da vítima. Se a vítima rodar no teste de resistência, o atacante rola o dado respectivo ao dano e aplica os modificadores pertinentes - se houver algum(s). Personagens com os talentos "Pulmão forte" ou "Foco em arma: vuvuzela infernal" aplicam os seus modificadores nestes testes.

Um personagem exposto ao som contínuo - que é considerado o equivalente a 3 tentativas de ataque - de 'vuvuzelas infernais', deve fazer um teste de resistência de VONTADE a cada 3 rodadas. Em caso de fracasso nesses testes, o personagem larga qualquer coisa que estiver segurando(armas, corda com amigo pendurado no precipício, tesouro caindo do convés, etc) para cobrir os ouvidos, ou é obrigado a fugir 'correndo', usando uma ação de movimento de rodada completa. Se o personagem for exposto novamente ao som das vuvuzelas, ele sofre -2 de penalidade no próximo teste de VONTADE. Essa penalidade é cumulativa.

O personagem que for exposto excessivamente ao som das "vuvuzelas", como nos casos de tortura, sofre os efeitos do ataque especial "Estoura Tímpanos" e, mesmo que tenha sido "curado", fica completamente surdo por 1d4 semanas, mais 2 semanas com penalidades respectivas de -4 e -2 na perícia "Ouvir".

Se um personagem sofrer mais que 20 pontos de dano de uma vuvuzela, ele é obrigado a fazer um teste de resistência de FORTITUDE. Se rodar, ele se torna um "meio-surdo" e perde permanentemente a perícia "Ouvir" e todas as graduações que tinha nessa perícia. Isso não impede o personagem de continuar fazendo testes de "Ouvir", mas o impede de graduar essa perícia e de aplicar qualquer tipo de modificador a esses testes; o seu personagem ficou com sequelas graves!

Talento "Pulmão Forte": Todo personagem que possui esse talento tem uma capacidade pulmonar muito boa, considerada acima do normal, o que lhe concede um bônus de +2 em todos os testes que envolvam sopro e/ou respiração. Alguns exemplos são: Utilizar uma zarabatana, mergulhar, tocar instrumento de sopro.

17 de junho de 2010

Para quem gosta de "Shadowrun"

"Sob a sombra da torre corporativa os shadowrunners correram, cruzando o pátio sob a camuflagem concedida pela neblina. Segundo as informações que haviam conseguido, os equipamentos de segurança do setor sudoeste estavam em manutenção, o que facilitaria a entrada, mas não queriam correr riscos; sabiam que não haveria outra chance como essa tão cedo e os guardas poderiam surgir a qualquer momento.
No outro lado do quarteirão, sobre uma caixa d'água no terraço de um prédio, um xamã em transe pedia aos seus antepassados para que ajudassem os seus companheiros em mais uma jornada. A lua, brilhando amarela sobre tudo, parecia observar a operação. Mais um roubo, mais uma noite, mais um episódio na guerra das corporações... Nada que mudasse o grande curso do universo. E só o xamã sabia disso."
Tiarles M. Rodeghiero

No topo, uma composição que fiz com um desenho de um amigo; o HS. Abaixo, o desenho original que eu arte-finalizei.
Para ver mais Graffites e desenhos dele:

Em breve, mais desenhos de RPG!
Até!

10 de junho de 2010

HELLBOY tem família? Um tio ele tem!



"- Por que não esperamos o reforço chegar?
- É verdade, sargento, o grupo de operações especiais já está a caminho...
- Negativo! Nós somos pagos para isso, vamos em frente! Peraí... Que cheiro forte é esse? Parece enxofre.
..."
Últimas palavras dos homens do batalhão de resgate
da polícia militar, no caso batizado: "n°666".


Estou longe do BLOG por um tempo para estudar para concursos e procurar um emprego. Só hoje, por milagre, fiz uns desenhos rápidos no photoshop e acabou saindo esse aí. Estou tentando aprender alto contraste à moda Mike Mignola; o gênio que criou o personagem HELLBOY e que tem o estilo de desenho que talvez seja o meu preferido - entre centenas.

"Quando crescer quero ser que nem ele!"

É isso aí. Até mais, pessoal!

25 de maio de 2010

Promoção: Como é/era o seu personagem de RPG favorito? Participe e ganhe um "concept art" do seu personagem!

“[...]
- O quê? Você... Você esta vivo? Você é uma criatura viva?
- Sim, eu...
- Não se mecha, fique onde está! Oh Deus! Imerso em toda essa carniça você fede mais que os cadáveres que encontrei no caminho. Quem é você? Como veio parar aqui?
- Sou Griffith, da aldeia. Vim com Gabrok, de Gorgoth, e com Eliseu, filho de Élio, de Aneidas. Fomos pagos por um senhor da cidade para investigar esse maldito lugar. Mas...
- O que foi? Diga!
- Eu estava procurando armadilhas na entrada da masmorra e disparei uma, senhor... Meus companheiros foram esmagados por paredes movediças que eu acionei acidentalmente. Foi horrível! Eu os vi entre as paredes se fechando...
- Hmmm... Ouvi falar de vocês no vilarejo. Caçadores de recompensa gananciosos demais para olharem para onde pisam...
- Permita que eu...
- Não se mecha, eu já disse. Você está fedendo!
- Está bem, está bem, senhor, mas eu não fiz nada! A única coisa que fiz depois de eles serem cruelmente esmagados foi procurar outra saída. Não tenho tesouros, estou preso aqui!
- Na vila dizem que vocês saíram de lá há 3 dias!
- Sim, é verdade. Acampamos um dia no lado de fora, nos preparando e matando os zumbis que saíam, mas já fazem dois dias que entramos.
- Você já está trancado aqui há dois dias? Nessa sala?
- Sim! Eu até procurei outra saída, me esquivando pelos corredores, evitando entrar em combate com muitos deles ao mesmo tempo, mas fiquei exausto e tive que me trancar nessa sala. Depois os carnicentos se amontoaram na porta e não pude mais sair. É só isso, senhor, eu juro!
- Você ficou aqui trancado com esses dois montes de carne podre por todo esse tempo...
- Sim!
- Isso explica eu ter que usar o medalhão para distinguir você de um deles.
- Posso sair agora, senhor?
- Claro que pode! Temos comida lá fora, no acampamento. Mas antes de comer vá até o riacho se lavar, por favor... E desculpe a grosseria. Todo mundo é suspeito até que se prove o contrário...
- Sim senhor, obrigado!
- Não agradeça a mim! Agradeça ao senhor, Deus da “Retribuição”, por poupar sua vida! Depois quero dar uma olhada nos seus ferimentos!
[...]”

Se eu disser que ele é Guerreiro-Clérigo multi-classe de St. Cuthbert vocês acreditam? Não sei por que ele não usa maça, a arma preferida do deus dele... hahahauahauah
Este é um estudo para o desenho do Paladino do Gabriel. Estou experimentando técnicas de desenho e pintura para desenhar os personagens dos outros participantes da "promoção". Participe também deixando a descrição do seu personagem de RPG favorito em um comentário dessa postagem!
Não esqueça de dar o maior número possível de detalhes(raça, classe, armas, equipamentos, cor dos cabelos, pele, etc) e de deixar contato!

Que a força esteja com vocês!

19 de maio de 2010

Depois do inverno nuclear vem a primavera nuclear?


"- A base aérea fica tão longe, como é possível a bomba ter causado tanta destruição? Mal consigo reconhecer a cidade... Eu deveria lembrar, cresci aqui. Que triste!
- Vamos andando, o nível de radioatividade dessa área ainda é alto!"

Estes desenhos são rascunhos de personagens e criaturas que fiz pensando no cenário de RPG pós-apocalíptico "Projeto OMNI". Você curte desenvolver seus jogos, cenários, equipamentos, regras e afins? Então dê uma olhada no fórum desses caras e ajude no desenvolvimento do jogo deixando suas dicas e opiniões por lá.
Tá dado o aviso!

13 de maio de 2010

Cenário - Torre fronteiriça

Esse é um desenho que fiz para mestrar D&D 3.5 no início de 2009.

Naquela "aventura" os personagens dos jogadores pertenciam a dois grupos de mercenários contratados para recuperar e reocupar, provisoriamente, essa 'torre de fronteira' abandonada em tempos de guerra. Na ocasião, um dos grupos já reocupava a torre, que foi encontrada vazia, e o outro recém chegava, escoltando a carroça de mantimentos enviada para abastecer o novo "contingente".

Desconfiados, os jogadores acharam que as coisas estavam indo estranhamente fáceis demais para ser verdade, mas quando encontraram restos de um acampamento recente no terceiro andar da torre, já era tarde. O lugar não estava abandonado e os seus ocupantes, um bando de Góblins guerreiros, apenas havia saído para caçar e estava de volta, disposto a recuperar a fortificação. Depois disso, é desnecessário descrever o que aconteceu... O portão estava aberto para a passagem da carroça e os Góblins aproveitaram.

Enfim, tinha azagaia¹ voando para todo lado e os 'jogadores' eram pouco mais de meia dúzia, contando com os PDMs²... Foi um "sufoco", mas no fim, apesar de apanharem bastante, eles venceram. Para variar, os Góblins bateram em retirada assim que perceberam a sua vantagem numérica "diminuindo".

Se alguém se interessar em usar a torre em seu jogo, aí vão algumas informações úteis sobre ela:

Torre fortificada de fronteira

Foi construída sobre uma saliência rochosa próxima do topo de uma pequena montanha.

A torre tem cerca de 35 metros de altura que são divididos em 4 andares, além do porão e da plataforma acessível no topo.

A estrutura conta com:
- Quartos coletivos e individuais(para os oficiais) nos quatro andares;
- Escritório(no térreo);
- Depósito de armas;
- Cela(cabem 5 presos acorrentados);
- Depósito de lenha coberto no pátio;
- Estábulo grande;
- Forno e poço internos(ambos no porão da torre);
- Lareiras internas nos 4 andares;
- Túnel secreto do porão da torre até o estábulo(a estrutura circular no exterior da torre).
- Escadas verticais(para economizar espaço);
- Janelas de madeira com grades, para proteção contra o frio e para impedir invasões. (abertas elas podem ser usadas como seteiras);
- Portas, janelas e alçapões reforçados com ferro(para dificultar arrombamentos).
- Suporte para 2 "balestas" no topo.

O lugar tem capacidade para abrigar, seguramente (e isso não quer dizer confortavelmente), um regimento de 15 soldados, sendo 2 oficiais, e até 5 cavalos.

Os depósitos de mantimentos tem capacidade para guardar comida e forragem suficientes para abastecer aproximadamente 10 pessoas e 3 cavalos por um mês.

Os prédios tem telhas de barro para impedir incêndios, mas são vulneráveis ao ataque de catapultas, trebuchetes³ e - magias - similares. Graças ao terreno acidentado, a chegada de catapultas às proximidades da torre é bastante difícil.

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¹Azagaia - Lança de arremesso pequena, leve e flexível.
²PDM - Personagem do "Mestre", o narrador do "jogo de interpretação"(Roleplaying Game - RPG).
³Trebuchete - Máquina de artilharia medieval. Os Trebuchetes eram mais potentes que as catapultas, pois seu impulso se dava através do uso de pêndulos e não da torção de cordas(rígidas).

É isso... Um rabisco para descontrair.

Até mais!

4 de maio de 2010

Promoção - Como é/era o seu personagem favorito?


"- Pule, Darius! O barco está afundando. O rochedo danificou o casco, não há mais nada que possamos fazer...
- Não posso fazer isso. Não conseguirei nadar com a armadura...
- Deixe-a e pule, depressa! Voltamos depois para buscá-la.
- Droga!"


É, amigo, CA 18 custa caro! Lata de sardinha não bóia! heheheheh

Agora falando sério, o resultado da promoção:

Esse desenho era para ser um 'Paladino' do Gabriel Duro, um amigo RPGista que está participando da "promoção do desenho", na qual prometo tentar desenhar o personagem favorito de alguns sorteados, mas houve um erro(burrada) e o que era para ser um 'paladino' não ficou nada parecido com um. Moral da história? O coitado foi forçado a mudar de classe e se tornou 'guerreiro'... hahauahauah
Gabriel, ainda te devo um paladino! Desenhos irão, desenhos virão, mas você o terá. Lembre-se disso! hahahah

A "promoção" continua!
Descreva o seu personagem favorito detalhadamente em um comentário e boa sorte!

Por favor, comente este POST e deixe suas críticas e sugestões!

2 de maio de 2010

A toca do Troll - A Tirinha

Pressione 'CTRL' e gire a 'roleta do mouse' para frente para ler a imagem com mais zoom.
O Blogger não me permite publicar a imagem no tamanho original... ¬¬

"Nas redondezas da gelada "Muralha Cinzenta", a cordilheira de montanhas que separa os reinos humanos das terras ermas do norte, a lei é uma só; a violência. É de lá o ditado que diz: 'Os Kobolds fazem o túnel, os Goblins os expulsam, o Troll come os goblins e o Dragão come o Troll' e a rima que diz: 'Caverna e lenha roubadas, brasa ardendo... Só pode ser um Troll quem está se aquecendo.'"
Tiarles M. Rodeghiero

Tem gente que não entendeu... =/
...

30 de abril de 2010

Ilustração nova - A toca do Troll

"Nas redondezas da gelada "Muralha Cinzenta", a cordilheira de montanhas que separa os reinos humanos das terras ermas do norte, a lei é uma só; a violência. É de lá o ditado que diz: 'O Kobold faz o túnel, o Goblin os expulsa, o Troll come os goblins e o Dragão come o Troll' e a rima que diz: 'Caverna e lenha roubadas, brasa ardendo... Só pode ser um Troll quem está se aquecendo.'"
Tiarles M. Rodeghiero

Depois de duas vergonhosas semanas de "bloqueio criativo", finalmente um desenho! E umas rimas, tô me sentindo um bardo...
Mas falando do desenho, este aí é um teste de pintura dinâmica que fiz no photoshops... Até gostei do resultado, mas curti ainda mais o processo. Aprendi bastante!

Eu também fiz uma "Tira" com esse desenho, talvez eu a poste em breve... Até mais!

12 de abril de 2010

Ilustração nova! - Um elfo desta vez!


"A caravana levantou acampamento bem cedo, junto do nascer do sol. Os caminhos que tinham que percorrer ficavam agora em área de floresta menos densa, o que significava dias mais longos e, conseqüentemente, mais aproveitáveis. Queriam compensar os atrasos dos dias anteriores.
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Para os elfos da escolta, os ataques das aranhas gigantes e os dedos perdidos em plantas carnívoras eram resultado do mal comportamento de seus protegidos. Eles concordavam que a floresta não era nenhum jardim real e que as criaturas que lá viviam também não faziam o tipo animal doméstico, mas, entretanto, culpavam as maneiras e a falta de cautela dos anões mascates: – A quantidade de barulho que eles fazem é proporcional a sua ambição e indelicadeza. Seres complicadíssimos, esses anões! Não fosse nossa falta de mantimentos, eu deixaria que percorressem sozinhos a “maldita floresta”. Como se atrevem a insultar as árvores? - Dizia o líder dos elfos, numa clara amostra do clima pesado de
desavença e reclamação que predominava na viagem, que já passava de cinco dias.
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Mas para Arael, um dos elfos arqueiros do grupo, tudo parecia excepcionalmente fantástico. Recém formado, ele ainda olhava maravilhado para o arco que recém ganhara, e passava o dia a lembrar e relembrar da cerimônia de entrega das presas dos orks ao seu líder. O ritual de passagem foi a melhor coisa que havia lhe acontecido na vida e nada parecia poder mudar o seu estado de felicidade. Nada, nem mesmo o fedor das aranhas gigantes mortas ou o anão, gritando, tentando tomar da planta os seus dedos de volta. Para ele a escolta da caravana de mascates anões era a aventura perfeita depois da formatura perfeita. A oportunidade ideal para aprender mais sobre a floresta e treinar sua pontaria com "alvos móveis".
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Dessa forma, apesar das diferenças culturais, o grupo avançava, vencendo aos poucos as suas desavenças. Estavam tentando ser tolerantes e a brisa refrescante da alvorada, balançando levemente a copa das árvores, parecia estar ajudando. Arael, em seu estado de elevação espiritual por felicidade, já tinha até aprendido a respeitar os anões, e já não acreditava mais na teoria da grosseria suprema: - No fim das contas, apesar de tudo, parecem ser bons sujeitos. – Pensou ele, surpreso com sua facilidade em aceitar os famosos "maus modos" alheios.
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E não bastasse a alegria que já tinha, teve outra surpresa. Caminhando distraído, relembrando dos orks dos quais arrancou as presas, tropeçou em algo que conseguiu mudar o seu semblante para melhor; uma caixa dourada.
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- Nossa! Uma caixa de “sopro da acuridade”! – Disse ele, surpreso – Todo arqueiro deseja experimentar os seus efeitos. Só vi uma caixa destas uma vez na vida... A sorte parece sorrir para mim! - Pensou ele, mas sua felicidade durou pouco:
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- O que pensa que está fazendo, orelhudo? Por acaso viu uma ninfa? Pode tirar esse sorriso da cara! Devolva-me isto! – Falou em voz alta um Anão gordo, do outro lado da caravana.
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Desconfiado e inseguro, Arael respondeu em dúvida:
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- Mas... Você está aí do lado, como ela pode ser sua?
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Sem surtir efeito, as palavras do elfo foram em vão:
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- Sem desculpas, me devolva logo a caixa. E fique atento! A minha segurança é sua responsabilidade, não ouviu o seu líder?
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- Sim, senhor! Aqui está. – Respondeu o elfo, sem hesitar, jogando a caixa dourada para o anão, antes de marchar descontentente de volta ao seu posto.
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Ele não tinha certeza sobre a posse da caixa e sua inexperiência também contava. Além do mais, não fazia o tipo firme, que batia boca, e preferiu devolver o objeto. Uma discussão nesse momento delicado da viagem também poderia piorar ainda mais a convivência do grupo e, com um pouco de azar, até resultar em um combate. Devolvida a caixa, assunto encerrado. O elfo tinha certeza de ter feito a coisa certa: - Não vou ficar abalado por isso! A caixa devia ser dele mesmo, eu que não devo tê-la visto cair... É possível, eles ficam transitando para frente e para trás na caravana... - Concluiu ele, sem permitir que o fato o aborrecesse.
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Mas segundos depois, o aborrecimento veio:
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- Não é que funciona! – Exclamou o anão, para a surpresa de Arael - Eu sinto como se pudesse acertar os testículos de um Kobold a 100 metros daqui com o meu machado! – Disse ele, erguendo os braços, com o machado em uma mão e a caixa dourada vazia na outra. Como se não bastasse, ele continuou:
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- Tome, garoto, fique com a caixa, ela não é minha. – Disse o anão, em meio a gargalhadas vigorosas. Seu tom não era de deboche, mas suas palavras afetavam o elfo - E não tenho idéia de quem seja. Os "sopros da acuridade” são produzidos pelos Halflings e não negociamos com eles. – Concluiu o anão.
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Controlando-se ao máximo, Arael tentou não demonstrar reação. Estava ocupado demais controlando sua raiva e descobrindo que
conhecer a floresta e o “mundo” podia não ser tão divertido quanto pensava. Ele conhecia agora uma das principais diferenças entre o povo da floresta e o povo das cavernas; o humor apimentado.
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- O que posso fazer? Nada... - Pensou ele, de novo, tentando esquecer o fato ao admirar o seu poderoso arco composto élfico.
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Dois dias depois, já em casa, Arael ficou sabendo que o anão da caixa dourada havia morrido, de mal súbito, durante uma negociação na feira central da cidade. Sem se pronunciar, o elfo sentiu muito e o agradeceu profundamente ao anão em suas preces. Durante as orações, para o seu espanto, pode jurar ter ouvido a voz dele; Em meio ao som de gargalhadas graves e sinceras, ele parecia dizer: - Nunca beba poções que encontrar pelo chão, meu garoto. Seja sábio e boa sorte em sua jornada! - Depois daquilo, Arael nunca mais foi o mesmo."




Teste de ilustração direto no photoshop e um conto mais ou menos que me deu vontade de escrever.
Até mais!