29 de agosto de 2009

Morfologia das Fadas

(Certa vez acordei estranho, com uma frase e uma imagem na cabeça. A imagem era a cabeça desse bicho aí e a frase: "Morfologia das Fadas". Aí, sem ligar muito, terminei de acordar e fui para a faculdade. Mas a imagem e as palavras permaneceram nos meus pensamentos. E no início da tarde, com a ajuda da cor azul da biblioteca do ICH - UFPel, causadora de incrível preguiça e sono, abandonei meus estudos para me dedicar às lembranças do sonho. Comecei desenhando a cabeça, que ficou muito fiel a que eu vi durante a noite. Depois, pensando na "morfologia das fadas",que na verdade nunca foi definida (por que será?), inventei um corpo para ele. Enfim, aos poucos, a criatura foi começando a "existir". E aí está ele. Bem excêntrico. Quem disse que as pessoas não podem ver os sonhos dos outros? Tente você também por os sonhos no papel. É um exercício curioso.)

28 de agosto de 2009

Solidão pós-existência


Eu conheço esse lugar. Bem assim, melancólico e só.

[In]exitência Urbana


Mais uma demonstração do meu pessimismo e descrença desenfreados.

Espectral



Trabalhos remanescentes da disciplina 'Introdução á Pintura'.
"Aquarela" feita com nanquim diluído em água. Barato e bonito!
hahauahauah

Cuspe infernal.

Oremos, senhores!



Entardecer no formigueiro.

Por que gostamos do entardecer?

O quê estamos abastecendo?


18 de agosto de 2009

Hardcore baby!


Este é o primeiro desenho meu de que tenho notícia. Escaniei hoje. Segundo o quê minha mãe escreveu no verso, eu tinha 3 anos e 2 meses quando fiz. Ela lembra que quando me questionou sobre o que era o desenho, eu respondi:
-É um caminhão cheio de pneu furado.
hahauahauahuaha

Quando eu nasci, meus pais venderam tudo que tinham para tentar a vida como comerciantes. Compraram um bar velho cheio de bêbados que riram ao verem os dois entrando pela porta. Obviamente, eles não tinham dinheiro para pagar uma babá então... Me levavam para o bar. Dizem eles que eu ficava sentado no balcão, ao lado do baleiro, comendo balas e rabiscando enquanto eles atendiam os fregueses.
Foi aí que aprendi a desenhar. Dividindo o balcão com os bêbados. Riscando com a caneta de apontar o fiado sobre os papéis das notas fiscais e embalagens de maços de cigarro. Uma vidinha bem hardcore!

Depois, com o negócio [milagrosamente] dando certo, meus pais perceberam que eu gostava de desenhar e começaram a me dar cadernos de desenho. Enfim... O mais bonito dessa minha história é a história dos meus pais. Eu sei que eles não vão ler isso, mas queria aproveitar para dizer o quanto sou eternamente grato a eles por tudo que fizeram e ainda fazem por mim.
É isso aí.

15 de agosto de 2009

MONOTIPIAS II












Os Parangolés que eu desenho são happenings de coisa nenhuma. São movimentos cotidianos de roupas velhas no varal de pessoas que estão imersas em nada. São panos sem ritmo, que não valorizam cor, pois já não as tem. São tecidos que não proporcionam experimentação, senão a da mesmice e a do desconforto. São apenas um retrato da distância, tão pequena, entre arte e vida, e tão grande entre barraco e cobertura. E, por fim, não fazem parte do meu processo de desintelectualização, pois não sou intelectual.

hahauahuahuah

MONOTIPIAS I





Estas são algumas das monotipias que fiz na faculdade na disciplina 'Introdução à Gravura'.
Gosto muito dessa técnica por que ao contrário de outras, como a litografia e a xilogravura, que exigem bastante tempo de produção, a monotipia possibilita a obtenção de resultados com bastante rapidez. A técnica ideal para artistas ansiosos (!!!).
Gosto também das características estéticas dessa técnica. Das texturas principalmente. Obtidas facilmente, através de pressão sobre o papel, elas contribuem muito com o desenho produzindo uma espécie de "sujeira" que eu gosto muito nos meus trabalhos. Para completar a "sujeira", gosto de fazer monotipias com papéis "vagabundos", até mesmo sobre folhas de caderno. A tinta preta fica bem sobre o papel amarelado ou sobre as linhas das folhas... É muito bonito, pena que esse escaneamento não captou a cor, ficou uma porcaria. Vocês não estão vendo nada.

6 de agosto de 2009

"Onde andará Yondalla?"

"-Antarolas! Antarolas! Super saborosas! - Assim gritava o halfling de traz de sua pequena mesa de frutas. Chegara tarde à cidade e o único lugar disponível para instalar sua banca fora debaixo do portão... Ficou entre outras duas barracas bem maiores, de onde mal podia ser visto.
-Antarolas! Antarolas! Super saborosas! Só duas peças de cobre a meia dúzia! - Ele continuava a gritar. Minúsculo no meio da agitada e barulhenta multidão que entrava e saía da cidadela. As pessoas mal podiam ouvi-lo.
-Antarolas! Antarolas! As últimas da estação! - O vendedorzinho persistia.
-Antarolas, Antarolas! As mais doces que...
-Saiam da frente, em nome do rei! - Gritou alguém com uma voz grave. Era um mensageiro real. Se aproximava do portão galopando em um cavalo de guerra. Muito veloz, o cavalo provocava uma nuvem de poeira e afastava a multidão amedrontada.
Assustados, os vendedores correram retirando suas bancas do caminho. O pequeno halfling, instalado bem no meio do portão, não teve tempo. Esquivou-se rápido deixando sua mercadoria a mercê.
-Minha mesa! - Gritou ele escorado bem rente à parede quando o cavalo a atropelou, sem pestanejar. Ela se quebrou em vários pedaços jogando as frutas pelo ar.
Sem se responsabilisar, o mensageiro continuou seu curso, devolvendo a "paz" ao lugar. As bancas voltaram aos seus lugares e a multidão aos seus afazeres. Mas o halfling permaneceu parado. Angustiado. Impotente. Olhando o que sobrou da mesa e as frutas espalhadas pelo chão...
Minutos depois. Tendo concluído que já não tinha mais motivos para permanecer ali. Numa atitude típica de um halfling. Ele apanhou do chão uma das frutas machucadas e deixou a cidade.
Caminhou em direção à planície, onde bem ao longe, podia-se ver o seu bosque.
Mais tranquilo, foi comendo e cantarolando em rima:
-Um mensageiro chutou meu traseiro e uma égua sem bolas, as Antarolas. Já não tenho mesa, meu deus que tristeza. Não foi uma disputa, só restou uma fruta! Então mesmo sem asa eu vôo pra casa. Atravesso o portão, o rei é um bobão, atravesso a planície, outra chatisse[...]"

Tiarles M. Rodeghiero


Antarola:
No meu mundo de RPG a Antarola é uma fruta cítrica selvagem. Relativamente rara, é muito saborosa e apreciada por todos os povos. Os Halflings, especialmente, usam essa fruta na produção de sua bebida favorita, o Tarol. Um destilado fortíssimo que já agradou reis e que pode alcançar altíssimos preços no mercado. Porém, os halflings consideram essa bebida um presente de sua deusa e não a comercializam nem divulgam a receita.

2 de agosto de 2009

Chernobyl Toy

Lego - Centauro Mecânico
"Uma aberração metade boneco metade máquina com um potencial destruidor incrível. Ele me atropelou e depois, com um só golpe, perfurou a minha pelúcia e arrancou o meu enchimento. Ele é um monstro, uma criatura que não merece existir."
Ursinho de Pelúcia - Vítima de um ataque do Centauro


Fui à casa de um amigo e quando cheguei ele estava fuçando nos legos dele... Eu nunca brinquei nem tive um desses então, passei a noite conversando e montando peçinhas. Fiz um monte de coisas, mas essa série que vos apresento é a obra-prima, o resultado final da minha aventura criadora no mundo 3D; A linha evolutiva completa de um monstrinho futurista.
Obs: Ele não é o motorista, ele é parte da máquina!
hahauahauaha
Abraço a todos!