30 de abril de 2010

Ilustração nova - A toca do Troll

"Nas redondezas da gelada "Muralha Cinzenta", a cordilheira de montanhas que separa os reinos humanos das terras ermas do norte, a lei é uma só; a violência. É de lá o ditado que diz: 'O Kobold faz o túnel, o Goblin os expulsa, o Troll come os goblins e o Dragão come o Troll' e a rima que diz: 'Caverna e lenha roubadas, brasa ardendo... Só pode ser um Troll quem está se aquecendo.'"
Tiarles M. Rodeghiero

Depois de duas vergonhosas semanas de "bloqueio criativo", finalmente um desenho! E umas rimas, tô me sentindo um bardo...
Mas falando do desenho, este aí é um teste de pintura dinâmica que fiz no photoshops... Até gostei do resultado, mas curti ainda mais o processo. Aprendi bastante!

Eu também fiz uma "Tira" com esse desenho, talvez eu a poste em breve... Até mais!

12 de abril de 2010

Ilustração nova! - Um elfo desta vez!


"A caravana levantou acampamento bem cedo, junto do nascer do sol. Os caminhos que tinham que percorrer ficavam agora em área de floresta menos densa, o que significava dias mais longos e, conseqüentemente, mais aproveitáveis. Queriam compensar os atrasos dos dias anteriores.
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Para os elfos da escolta, os ataques das aranhas gigantes e os dedos perdidos em plantas carnívoras eram resultado do mal comportamento de seus protegidos. Eles concordavam que a floresta não era nenhum jardim real e que as criaturas que lá viviam também não faziam o tipo animal doméstico, mas, entretanto, culpavam as maneiras e a falta de cautela dos anões mascates: – A quantidade de barulho que eles fazem é proporcional a sua ambição e indelicadeza. Seres complicadíssimos, esses anões! Não fosse nossa falta de mantimentos, eu deixaria que percorressem sozinhos a “maldita floresta”. Como se atrevem a insultar as árvores? - Dizia o líder dos elfos, numa clara amostra do clima pesado de
desavença e reclamação que predominava na viagem, que já passava de cinco dias.
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Mas para Arael, um dos elfos arqueiros do grupo, tudo parecia excepcionalmente fantástico. Recém formado, ele ainda olhava maravilhado para o arco que recém ganhara, e passava o dia a lembrar e relembrar da cerimônia de entrega das presas dos orks ao seu líder. O ritual de passagem foi a melhor coisa que havia lhe acontecido na vida e nada parecia poder mudar o seu estado de felicidade. Nada, nem mesmo o fedor das aranhas gigantes mortas ou o anão, gritando, tentando tomar da planta os seus dedos de volta. Para ele a escolta da caravana de mascates anões era a aventura perfeita depois da formatura perfeita. A oportunidade ideal para aprender mais sobre a floresta e treinar sua pontaria com "alvos móveis".
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Dessa forma, apesar das diferenças culturais, o grupo avançava, vencendo aos poucos as suas desavenças. Estavam tentando ser tolerantes e a brisa refrescante da alvorada, balançando levemente a copa das árvores, parecia estar ajudando. Arael, em seu estado de elevação espiritual por felicidade, já tinha até aprendido a respeitar os anões, e já não acreditava mais na teoria da grosseria suprema: - No fim das contas, apesar de tudo, parecem ser bons sujeitos. – Pensou ele, surpreso com sua facilidade em aceitar os famosos "maus modos" alheios.
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E não bastasse a alegria que já tinha, teve outra surpresa. Caminhando distraído, relembrando dos orks dos quais arrancou as presas, tropeçou em algo que conseguiu mudar o seu semblante para melhor; uma caixa dourada.
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- Nossa! Uma caixa de “sopro da acuridade”! – Disse ele, surpreso – Todo arqueiro deseja experimentar os seus efeitos. Só vi uma caixa destas uma vez na vida... A sorte parece sorrir para mim! - Pensou ele, mas sua felicidade durou pouco:
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- O que pensa que está fazendo, orelhudo? Por acaso viu uma ninfa? Pode tirar esse sorriso da cara! Devolva-me isto! – Falou em voz alta um Anão gordo, do outro lado da caravana.
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Desconfiado e inseguro, Arael respondeu em dúvida:
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- Mas... Você está aí do lado, como ela pode ser sua?
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Sem surtir efeito, as palavras do elfo foram em vão:
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- Sem desculpas, me devolva logo a caixa. E fique atento! A minha segurança é sua responsabilidade, não ouviu o seu líder?
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- Sim, senhor! Aqui está. – Respondeu o elfo, sem hesitar, jogando a caixa dourada para o anão, antes de marchar descontentente de volta ao seu posto.
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Ele não tinha certeza sobre a posse da caixa e sua inexperiência também contava. Além do mais, não fazia o tipo firme, que batia boca, e preferiu devolver o objeto. Uma discussão nesse momento delicado da viagem também poderia piorar ainda mais a convivência do grupo e, com um pouco de azar, até resultar em um combate. Devolvida a caixa, assunto encerrado. O elfo tinha certeza de ter feito a coisa certa: - Não vou ficar abalado por isso! A caixa devia ser dele mesmo, eu que não devo tê-la visto cair... É possível, eles ficam transitando para frente e para trás na caravana... - Concluiu ele, sem permitir que o fato o aborrecesse.
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Mas segundos depois, o aborrecimento veio:
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- Não é que funciona! – Exclamou o anão, para a surpresa de Arael - Eu sinto como se pudesse acertar os testículos de um Kobold a 100 metros daqui com o meu machado! – Disse ele, erguendo os braços, com o machado em uma mão e a caixa dourada vazia na outra. Como se não bastasse, ele continuou:
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- Tome, garoto, fique com a caixa, ela não é minha. – Disse o anão, em meio a gargalhadas vigorosas. Seu tom não era de deboche, mas suas palavras afetavam o elfo - E não tenho idéia de quem seja. Os "sopros da acuridade” são produzidos pelos Halflings e não negociamos com eles. – Concluiu o anão.
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Controlando-se ao máximo, Arael tentou não demonstrar reação. Estava ocupado demais controlando sua raiva e descobrindo que
conhecer a floresta e o “mundo” podia não ser tão divertido quanto pensava. Ele conhecia agora uma das principais diferenças entre o povo da floresta e o povo das cavernas; o humor apimentado.
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- O que posso fazer? Nada... - Pensou ele, de novo, tentando esquecer o fato ao admirar o seu poderoso arco composto élfico.
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Dois dias depois, já em casa, Arael ficou sabendo que o anão da caixa dourada havia morrido, de mal súbito, durante uma negociação na feira central da cidade. Sem se pronunciar, o elfo sentiu muito e o agradeceu profundamente ao anão em suas preces. Durante as orações, para o seu espanto, pode jurar ter ouvido a voz dele; Em meio ao som de gargalhadas graves e sinceras, ele parecia dizer: - Nunca beba poções que encontrar pelo chão, meu garoto. Seja sábio e boa sorte em sua jornada! - Depois daquilo, Arael nunca mais foi o mesmo."




Teste de ilustração direto no photoshop e um conto mais ou menos que me deu vontade de escrever.
Até mais!

4 de abril de 2010

Taverneeeiro, mais Hidromel!

Desta vez uma ilustração de taverna!!! Quem nunca esteve em uma? Em uma capital próspera ou em um vilarejo distante, em um lugar espaçoso ou em um porão abafado e húmido, com atendente "humano" ou "bugbear", com higiene ou com "garçom" limpando o nariz no guardanapo,... Um lugar para descansar ou para arrumar encrencas, para beber Hidromel ou o que for mais barato, para chamar a atenção ou para se obter informações fáceis!! Não me diga que nunca esteve e que não adorou estar em uma Taverna!

1 de abril de 2010

Tirinha de RPG!!!

1d100? O que é isso?
É o "seguinte", nos jogos de RPG se faz uso de diversos tipos de dados, que diferente dos dados tradicionais, de seis lados, podem ter até 100 lados, como é o caso do hectaedro (foto abaixo), que de tão grande pode ser confundido com uma esfera. Portanto, devido a esta enorme variedade de dados, usa-se a abreviação "1d*" para se referir a eles durante os jogos. Dessa maneira, o dado tradicional, de seis lados, se chama 1d6, o de 10 lados, 1d10, e assim por diante, respectivamente. Daí "1d100", capiche? Ah! Apesar de serem bem legais, os dados de cem lados são considerados um fetiche entre os RPGistas, pois custam caro e podem ser facilmente substituídos por dois dados de 10 lados, utilizando-se um para a centena e outro para a dezena ou por um dado de 10 lados modificado, marcado com números decimais.
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1d4? Como assim? É possível um dado de apenas 4 lados?
Sim, e com bastante simplicidade! O famoso dado de 4(1d4) lados é um poliedro bem simples, que tem a forma de uma pirâmide triangular perfeita. Apenas o 1d3 não existe. Para testes com esse "dado" usa-se um dado comum, de seis lados, e considera-se o número 4 como outro número um, o número 5 como outro número dois e o número 6 como outro três. Muito simples!
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Ah! Muito obrigado por visitar este BLOG! Hoje, no dia dos BOBOS, o "Desenhos & Rabiscos" alcançou a marca de 10000 visitas!
O que eu posso dizer? O propósito deste site é contribuir com o desenvolvimento do RPG nacional e me estimular a desenhar e melhorar o meu trabalho e, graças a você, leitor, isso tem funcionado. Portanto, fique com os meus sinceros agradecimentos; De novo, Muito obrigado!
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Junto com a marca de 10000 visitas eu também tenho o prazer de anunciar uma parceria do 'Desenhos e Rabiscos' com o site Taverna do Goblin, um dos blogs de RPG mais visitados do Brasil, onde, a partir de agora, também serão publicadas as minhas tirinhas de RPG. Visitem o site, tem MUITA matéria boa lá!
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É isso aí, até o próximo post!
Abração!