25 de fevereiro de 2010

O fanfarrão e o Ogro.


"O olhar dele era negro e sem direção, a respiração, ofegante. Das passadas desajeitadas à baba escorrendo pela lateral da boca, era a personificação da feiura. Não bastassem os dentes amostra, tortos e amontoados, como se fossem saltar da boca, tinha também, apesar da calvice, grandes sobrancelhas escuras, espessas e esfiapadas, que quase caiam sobre os olhos. E foi delas que senti mais medo! Nunca imóveis, eram um claro sinal dos pensamentos soturnos que assombravam a pobre alma presa naquele corpo horrendo. E o nariz então! Era...
- Mas, afinal de contas, você o matou ou não?
- Mas é claro! Está duvidando da minha coragem e honra?
- Não, mas diga como foi o combate, oras. É isso que eu quero saber.
- É que... Quando começo a contar minhas aventuras a garganta fica seca e... Odeio contar histórias com o caneco vazio.
- Esta bem, esta bem... Essa eu pago para "ver". Taverneeeiro! Sirva mais hidromel para este homem... Pronto! Ele já esta vindo, agora conte-me logo, homem, conte-me como foi o combate.
- Pois então, onde eu estava mesmo? [...]"


Depois de uma semana de férias, duas de formatação e transporte de dados e outras duas tentando fazer o meu scanner (1999) funcionar no Windows XP... Cá venho eu com um estudo rápido, só para matar a saudade de desenhar. 'Formatação' é uma coisa do mal...

2 comentários:

  1. Muito bom o conto, "taverneiroooo" hehehe, mas essa história desse aventureiro tá cheirando a lorota hein....ou talvez uma desculpa pra beber o bom e velho hidromel....hehehehehe
    Gostei muito!

    bjs, Te amo!^^
    Leticia

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