7 de maio de 2009

O Jovem Ork e a Bola de Fogo


"Para o jovem ork a viagem pela floresta era só mais uma entre tantas, mas não foi assim para um aventureiro que ele encontrou no caminho, pendurado em enormes teias de aranha. Para uma pessoa normal, ou não-bárbara, por assim dizer, as florestas ermas do oeste eram repletas de surpresas...

Coragem não é o bastante, e curiosidade mata... Mas o Ork não estava preocupado em 'como' o aventureiro morreu, mas sim em saber 'o que' ele carregava ao morrer. Em minutos o cadáver que jazia na teia estava no chão. A aparência sinistra do morto não intimidava o Ork, que fuçava nos bolsos da roupa do infeliz buscando algo que o interessasse.

No chão estava uma espada enferrujada que ao que tudo indica, era a que o morto empunhava quando foi atacado pelas donas das enormes teias. A espada não interessou-lhe muito. Já a roupa que o cadáver vestia era de boa qualidade, mas não havia sobrado muita coisa dela. As aranhas não deviam distinguir muito bem o gosto de tecido e o da carne humana. Uma pena.

No fim da revista a única coisa que o Ork curioso havia achado e gostado era um pedaço de papel. Um que ele guardou nas calças ao sair às pressas, dando-se de contas que as aranhas poderiam estar a espreita, preparando-se para atacá-lo a qualquer momento.

Andados alguns quilômetros, tendo caído já a noite, montou uma pequena fogueira no centro de uma clareira e dedicou-se então a examinar o seu achado. Com cuidado, retirou do bolso o papel, antes de sentar-se. Já acomodado, bastaram alguns segundos para que seu semblante alegre e curioso desaparecesse. Ele não sabia ler e, portanto, seu achado não passava de um papel cheio de rabiscos dispostos em linha.

Entristecido, desistiu ele de decifrar os riscos e pôs o papel sobre as chamas da fogueira, descartando-o completamente enquanto matutava em sua cabeça à procura de algo novo com o que se preocupar.

Sua inteligência precária, herança de sua vida selvagem entre os bárbaros, não possibilitou ao coitado saber que seu pedaço de papel com riscos era um pergaminho. Quanto muito que era um pergaminho de 'Bola de Fogo', uma magia perigosa de ataque.

Em poucos segundos sobre o fogo, o elemento em questão, o pergaminho foi ativado espalhando labaredas de fogo descontroladas por toda a clareira, iluminando a floresta, fazendo da noite dia enquanto queimava tudo ao seu redor antes mesmo que o Ork percebesse.
Sem as sobrancelhas, ele sobreviveu, mas para o resto de sua vida temeu todas criaturas que empunharam um papel riscado contra ele."

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Você pode comentar na modalidade "anônimo", sem precisar LOGAR em nenhuma conta.
Sua opinião e crítica são fundamentais; obrigado por comentar!